Feliz Natal, Ano Novo, Páscoa......!!! Afinal, o tempo passa tão rápido que logo vamos desejar tudo isso novamente. Como sempre penso em vir aqui, mas nunca dá tempo...tenho sono, fome....preguiçaaaaa!!! Penso em tantas coisas, muitas histórias, algumas coisas que queria compartilhar. Hoje me deu saudades, escutando o Chico (só pra variar) me deu aquele friozinho e me lembrei de alguma época que se passou. Mas não quero ficar pensando em coisas tristes, acho que criei esse blog só pra falar disso mesmo. Um lugar que possa desabafar pra mim mesma, não me importo que ninguém leia, na verdade acho até bom. Mas vem aquela perguntinha: -Como? Como em um mundo globalizado, onde o número de usuários da net só se multiplicam e ninguém me acha aqui no meu cantinho?
Eu pelo menos fuço em um milhão de coisas e já descobri muitas barbaridades nessa net sem porteira! Pensando em mundo, andei pensando.... (concordância....)
São Paulo - Brasil. Acordo as 07:10 hs, vou tomar meu café, escovar meus dentes, me preparar pra trabalhar. Em algum lugar do mundo: Bombas explodindo matam 30, é mais um atentado terrorista.
São Paulo - Brasil: Lá pelas 10:00 hs.....estou pensando....que preciso dar um jeito nessas coisas que estão em cima da mesa...o que será que vai ter de almoço? Em algum lugar do mundo: Tragédia na estrada! ônibus bate de frente com caminhão foram 50 vítimas fatais e 30 estão internados.
São Paulo - Brasil: 12:00 hs.....Eba hora do almoço!!! Será que meu chefe vai ficar enrolando e só vou poder sair lá pelas 12:30 hs? Que saco! Tô com tanta fome! Queria tanto tirar um cochilinho!!! Em algum lugar do mundo: Está sendo transmitido AO VIVO (piscando na tela) assalto a banco, dentro da agência se encontram 5 assaltantes e 4 refens. Os assaltantes fazem uma série de exigências em troca dos refens. (Nunca me lembro o nome daquele louco...Leonardo....alguma coisa que fez várias fugas....)
São Paulo - Brasil: Já são umas 16:00 hs. Ai, que sono!!! Ainda tenho que fazer tanta coisa antes de pensar em ir embora. Queria tanto ganhar mais, precisava de um monte de coisas. Mas nem posso ficar pensando nisso agora, se não vou querer cortar os pulsos. Em algum lugar do Mundo: Rebelião termina com 4 mortos. Foram encontrados diversas armas e celulares com os dententos.
São Paulo - Brasil: Para de enrolar!!! Já são quase 20:00 hs e meu chefe não se cansa de trabalhar. Tô cansanda com fome e com sono! Quero meu banho e minha cama. Amanhã tenho um milhão de coisas pra fazer. Em algum lugar do Mundo: Descoberta mais uma rede de prostituição de menores. As crianças eram roubadas e submetidas a exploração sexual.
São Paulo - Brasil: 23:45 hs. Já na cama estou pensando que deveria existir contos de fadas, que o príncipe deveria sim existir. E que a solidão é...."lava que cobre tudo"... sem esquecer da parte de morar em um castelo, ter muitos serviçais e não precisar se preocupar com muita coisa. (sacanagem, essa!) Peço pra Deus me ajudar a aturar tudo isso e tchau! Em algum lugar do mundo: Chacina mata 4! A polícia não tem pistas.
Se isso faz sentido, não o vejo. Pessoas morrem, morrem e morrem. Em todas as partes do mundo morrem levas e mais levas. Claro que tem a parte que é natural morrer, dae espaço aos que nascem. Mas essas violências não acontecem só aqui ou em países onde a polícia e o governo não são eficientes, mas em todo o mundo. Claro que sinto muito pelos que morrem e pelos que sofrem pelos que morreram. Fico feliz por não ter sido comigo nem com os meus próximos. A impressão que tenho é que existe um mundo paralelo, que nada disso é realidade, nessa hora penso que tudo é Matrix (estou esperando o Keanu Reeves), sei lá, estou a um palmo do chão aonde todos sofrem morrem e se matam. O que esperar dessa indiferença? Tento ser correta, reciclar o lixo, ajudar o quanto posso, mesmo sabendo que poderia ser mais. O meu sangue é doado, nossa comida é dividida, meus olhos também lacrimejam ao ver o abandono. Penso que deveria haver uma revolução, pra tentar contornar tudo isso. Mas como, onde e quando? Não faço a menor idéia. E isso me deixa enlouquecida! Era isso que eu tinha pra falar, acho que depois de muito tempo consegui desabafar da maneira que sempre imaginei. 1 x 0 pra mim. Boa Noite!
Há muitos, muitos anos luz não venho aqui. Mas hoje talvez, por não ter acreditado na minha intuição preciso falar um pouco, mesmo que seja comigo mesma. De repente dá um nó na garganta de saber que se está esquecida. E eu não queria ser esquecida, como todos é claro. Mesmo não sendo nada sério, até mesmo não sendo nada, eu simplismente não queria passar. Mas inevitávelmente o tempo passa por nós e ele passa implacavel em mim. E as marcas que tem deixado são pesadas de mais. Ontem, saindo do metrô depois de pensar seriamente no caminho que escolhi, de ter optado por moda e hoje ainda não ter perspectivas nessa aréa, a única pergunta que me fazia era: - E a música Raquel? E a música? Sei que não sou algo excepcional, mas venho pensando em tentar, mas não sei nem por onde começar. E não quero ficar mais velha e mais amargurada. Esses dias tem sido mesmo de amargura, de não achar meu lugar e nem de querer mais um outro lugar. Sei que não estou aqui nessa vida, pra ser esquecida, para ser deixada de lado e nem pra me apagar quando minha necessidade é brilhar. Eu só queria encontrar o caminho que me fizesse estar melhor comigo mesma. E talvez quem sabe, encontar alguém que me acompanhe ou me conformar com estar sozinha de vez. "Estou sempre de olho na outra margem do rio..."
Cordel Do Fogo Encantado - Na Veia
by Lirinha
Eu vou cantar pra saudade com seu vestido vermelho e a sua boca Eu vou cantar pra saudade descer na minha cabeça e comandar sua festa, festa Aquele cheiro som imagem do teu corpo incendeia E um rio carregado de saudade vem correr na minha veia Na veia amor, na veia. É como a luz da lua que atravessa a parede da cadeia Clareia mais forte que o sol. E Quando a saudade chegar com seu batalhão de agitadores E tanta bandeira Vou cantar aquele som da gente Vou rasgar o teu vestido novo
Apaixonadissíma pelo Cordel, me ajuda a pensar em histórias que tenho que inventar e quando ela estiver escrita estará aqui.

Mar quente, céu azul....CUBA ou PERNAMBUCO? Lugares distantes, mas tão semelhantes. O tropicalismo a flor da pele, a sensualidade nesse calor. Ritmos que contagiam, o povo que sofre e ama e sempre ama, a cima de tudo ama. Ama a terra as cores que os cercam, ai esse calor! Os pés cansados que pisam as pedras, os prédios destruídos do Malecón, a velha Recife e seus crimes. As casas coloridas me confundem estou na cidade do Cabo ou em Havana? O alegre e duro cotidiano dos cubanos, como me disse Pedro Juan Gutiérrez. E uma canção de Alceu Valença que canta a beleza da janela.
"Olinda, tens a paz dos mosteiros da Índia, tú és linda pra mim és ainda, minha mulher..."
Texto do trabalho de Laboratório de Criatividade, ficou bem legal. Sempre venho aqui pra falar das minhas decepções e confusões, e hoje nada é muito diferente do que imaginei que seria. Continuo com os mesmos problemas e me sentindo como me sentia a meses atrás. Não há muitas perspectivas nem esperanças de mudança, apesar de querer e lutar pra que elas aconteçam.
Agora, não escuto mais Nova, só escuto Alpha e nem sonho mais, aqueles sonhos de antes, mas sonhos novos que talvez, quem sabe um dia possam se realizar. A música ainda continua na minha cabeça como sempre esteve e sempre estará. Mas não são novos sons, são velhos sons que habitam em mim. Nem na música algo de novo aparece. Então o jeito é continuar com as mesmas músicas no peito e sair vivendo como der.
Cordel Do Fogo Encantado - Devastação Da Calmaria Ou A Tempestade
by Cancão
As nuvens surgiam tensas, por todo lado da serra, como montanhas suspensas, com fimbrias da cor da terra, a terrível saraivada, caia tão arrojada, parecia um desespero, um zige-zage em seu jogo, fingiam cobras de fogo, brigando num nevoeiro Fortes colunas de ventos, vinham desequilibradas, num grande deslocamento, em ondas desencontradas, as árvores se retorsiam, línguas de fogo desciam, com toda brutalidade, o globo todo aluia, parecendo que fugia aos sopros da tempestade ... Aos sopros da tempestade
A gente sabe que está envelhecendo quando pequenas manias, tornam-se neuroses. A mania de checar várias vezes as mesmas coisas. Será que o passe do metrô está no bolso? E o dinheiro? Está na carteira? Esse ônibus é mesmo o que eu tenho que pegar?
Também sinto que a idade está avançando quando olho minhas mãos e me lembro de tantos anéis que passaram por meus dedos, e agradeço porque eles estão intactos.
Sinto a idade quando o vizinho está com o som no último volume e ao invés de ignorar, fico indignada. A indignação vem mesmo com os anos. Hoje quando penso no Brasil, são tão poucas as esperanças e antes eram tantas. De querer mudar o mundo, de querer mudar os rumos. E quando me lembro dos planos, vejo que nada é como imaginei que seria.
E a maturidade que é cada vez maior, e que eu queria que não fosse, pra talvez não analisar a vida dessa forma. Sinto muito porque hoje as lembranças se confundem e não me lembro mais dos aniversários anteriores. Acho que os aniversários só servem para aumentarem as saudades que trazemos conosco. Mas também nos trazem o fio da esperança, que nunca se rompe. Que por mais velho que se fique, ainda há alguma perspectiva, alguma esperança de que no próximo aniversário tudo possa estar melhor.
A febre de um sábado azul E um domingo sem tristezas Te esquiva do teu próprio coração E destrói tuas certezas Em tua voz só um pálido adeus E o relógio no teu punho marcou as três O sonho de um céu e de um mar E de uma vida perigosa Trocando o amargo pelo mel E as cinzas pelas rosas Te faz bem tanto quanto mal Faz odiar tanto quanto querer demais Você trocou de tempo e de amor De música e de idéias Também trocou de sexo e de Deus De cor e de bandeiras Mas em si nada vai mudar E um sensual abandono virá, e o fim Então levanta o cano outra vez E aperta contra a testa E fecha os olhos e vê Um céu de primavera Bang! Bang! Bang! Folhas mortas que caem Sempre igual Os que não podem mais se vão
Ainda faltam algumas coisas, algumas pessoas. E mais uma vez os anéis se foram, mas eu estou aqui.
Hoje mais feliz do que ontem e quem sabe amanhã mais feliz que hoje. E as músicas continuam em mim,
depois de muitos anos sem aouvi-lá essa que está aí em cima nunca saiu da minha cabeça. Não era uma
época muito feliz, ao contrário, era bem infeliz, chorar era sempre um alívio. Ainda bem que passou,
não sei mais conviver com a solidão. Por isso, vou ver se logo mais ela me deixa pra eu poder ser feliz.
....E mais uma música toca, outra que mora em meu coração... "Um coração de mel, de melão..."

Olha só isso....rs...Depois de muitos anos desencavei esse desenho do Raoni, época de colegial e de muitas paixões. Tenho muitas saudades dos meus amigos, mas sei que eles tomaram bons rumos em suas vidas, constituiram família e acredito que estejam felizes, mesmo com todas as dificuldades que temos que enfrentar.
Eu também estou me sentindo feliz, e muito mais esperançosa do que antes. Queria poder estar com alguém, porque me sinto muito sozinha e isso está se tornando muito chato. Agora, vou assistir o especial do Chico, ele me faz sentir melhor.
Quando gosto de um filme, posso vê-lo mil vezes que ainda daria risada das mesmas piadas como se fossem a primeira vez que os vi. Quando eu gosto sou assim, não me canso e isso acontece com as canções também, os livros e tudo que pode me levar a outros lugares, deve ser por isso que sonho tanto.
Na época em que sofria acompanhada por uma paixão não correspondida, tudo que eu queria era estar sozinha e não gostar de ninguém. Agora, que estou sozinha e não gosto de ninguém, queria ter alguém mesmo que fosse uma paixão não correspondida. Nesses dias, depois de muito tempo consigo me sentir feliz, não completamente, mas quero tentar continuar assim. Se o mundo quis que eu parasse, então eu já parei. Só queria poder cantar...e cantar...e cantar....
Dido - I'm No Angel
If you gave me just a coin for every time we say goodbye ... Well, I'd be rich beyond my dreams I'm sorry for my weary life I know I'm not perfect but I can smile And I hope that you see this heart behind my tired eyes If you tell me that I can't I will, I will, I'll try all night And if I say I'm coming home I'll probably be out all night I know I can be afraid but I'm alive And I hope that you trust this heart behind my tired eyes I'm no angel, but please don't think that I won't try and try I'm no angel, but does that mean that I can't live my life? I'm no angel, but please don't think that I can't cry I'm no angel, but does that mean that I won't fly? I know I'm not around each night and I know I always think I'm right I can believe that you might look around I'm no angel, but please don't think that I won't try and try I'm no angel, but does that mean that I can't live my life? I'm no angel, but please don't think that I can't cry I'm no angel, but does that mean that I won't fly?
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| Para Chico, o interesse fútil pelos famosos nasceu nos anos 90 e é dominante hoje |
"São minhas amigas. Ontem vi Elena em Barcelona, que antes me acompanhava em turnês, mas agora vai com seu marido, Carlinhos Brown. A maior é atriz e almoçamos juntos toda semana, e a outra, filósofa e trapezista, me leva para voar de asa-delta".
Nos anos 80 começou a escrever teatro e romances e também triunfou. "Se me perguntar o que vale a pena, direi que o amor, a amizade, o riso, tudo de belo que vi, as canções que ouvi, os livros que li, um banho de mar, uma partida de futebol, uma água de coco..."
A pedido de La Vanguardia, o compositor resume o atual momento de sua vida:
"Tenho 60 anos. Nasci e vivo no Rio de Janeiro. Estou separado e tenho três filhas, duas netas e meia e um neto: Chico. Sou um democrata que ainda crê na possibilidade de um socialismo democrático. Já vivemos quase duas décadas de idiotice globalizada. Sou ateu. Publico 'Budapeste' pelas editoras Salamandra em castelhano e La Magrana em catalão".
Leia abaixo a entrevista.
La Vanguardia - Uma vida rodeado de mulheres.
Chico Buarque de Holanda - Sim, muitas irmãs, filhas, netas...
LV - O que aprendeu com elas?
Chico - Continuo com a curiosidade intacta, com o mesmo desconhecimento e essa estranha admiração. Sempre me surpreendem, e suas opiniões me interessam mais que as dos homens.
LV - O senhor encabeça a lista de homens mais sexies do Brasil.
Chico - Isso é ridículo, e essa lista é ridícula. Eu tenho 60 anos, não está vendo?!...
LV - Sempre fugiu da fama?
Chico - Não, participei de festivais e busquei o reconhecimento de meu trabalho. Mas depois vem a fama boba, oca, que é a sombra do reconhecimento e que cuida de se o artista está gordo ou com quem vai para a cama. Há 40 anos não era assim.
LV - Como era?
Chico - Veja, estávamos todos bêbados em Ipanema dizendo coisas absurdas, mas nada disso saía na imprensa. Hoje a gente vai assistir a uma partida de futebol e vem o jornalista perguntar como está a partida. Não gosto disso tudo.
LV - Mas é o que vende.
Chico - Há pessoas que perseguem essa fama que não corresponde a nada. É insólito.
LV - Por que teremos chegado a esse ponto?
Chico - Eu nunca vi um movimento geral de idiotice como o de hoje. Mas em meu país, de 15 anos para cá, vem crescendo perigosamente. A idiotice nos rodeia, eu mesmo tenho medo de ficar idiota...
LV - Pense bem...
Chico - Talvez você tenha razão... Tudo seria mais fácil, nada me surpreenderia mais e poderia dar entrevistas sem escrever livros.
LV - ...?
Chico - Sim, sim, eu anuncio que vou escrever um novo livro e passo dois anos dando entrevistas. Depois falo sobre o livro que não saiu... E assim passa a vida. Hoje é possível viver de feira literária em feira literária. Há festivais toda semana em alguma parte do mundo. E agora que finalmente sou escritor...
LV - Custou-lhe três livros.
Chico - Sim, mas agora já me consideram como tal, assim posso viver como um turista literário; certamente conseguiria ser muito mais conhecido como escritor do que sou hoje sem necessidade de escrever mais livros.
LV - Falemos de épocas mais intensas.
Chico - Eu não sou nostálgico, não penso que antes éramos mais bonitos, mais magros e mais felizes, embora tudo isso seja verdade. Veja, não gosto de lembrar nem os anos 60 nem os 70, dos 80 não me lembro e nos 90 começou a idiotice. Nunca concordei muito com o que me cercava. Eu gosto de estar vivo, fazer as coisas no meu ritmo, sem pressões.
LV - Então deve ter vivido muito mal a ditadura.
Chico - No final de 68 começou a verdadeira censura e a perseguição aos opositores do regime, políticos, simples artistas ou fumantes de maconha. Era preciso combater isso, e os artistas mais populares combatemos com a música, por isso perdemos qualidade artística.
LV - O senhor passava a vida na prisão.
Chico - Como todos, mas saía sempre. Só dormi na prisão quando era menor de idade e roubava carros.
LV - O filho de um ilustre historiador e sociólogo roubando carros?
Chico - Sim, roubávamos carros para circular pela cidade, e quando acabava a gasolina os deixávamos; no dia seguinte fazíamos o mesmo, até que me pegaram. Mas durante a ditadura me chamavam continuamente ou vinham me buscar cedo demais e me levavam para perguntar por que havia cantado isso ou aquilo.
LV - Chegou a sentir medo?
Chico - Quem tem cu tem medo, dizemos no Brasil. Recebia ameaças, cartas. Hoje as pessoas no Brasil têm medo de outras coisas e andam cercadas de guarda-costas, sobretudo os famosos, porque ter guarda-costas o torna ainda mais famoso.
LV - O senhor é um ícone da música: poderia ter dois ou três.
Chico - Não gostaria de ser um ícone. Parece horrível. Chegaram a me catalogar de "monstro sagrado". Que medo!
LV - Para quem escreve as letras de suas canções?
Chico - São desafios a mim mesmo: você é formidável, prove isso, diga coisas bonitas. Lembro-me de Vinicius de Moraes, que quando viajava só e tinha sono, cantava canções de ninar para ele mesmo e passava a mão pelo rosto até que dormia. Eu tentei isso e não deu certo.
LV - O senhor tem insônia?
Chico - Sim, por isso sempre trabalho de noite, o que é ótimo para a insônia. Quando consigo dormir, escrevo música nos sonhos. Algumas vezes compus coisas maravilhosas, mas depois percebi que eram de outros.
LV - Por que está há seis anos sem atuar?
Chico - Lancei o disco, fiz um ano de concertos, depois lançaram o disco do concerto do disco e depois o disco do disco do concerto do disco... Depois colaborei em teatro, escrevi o livro e agora estou aqui com você.
LV - Como é sua mãe?
Chico - Tem 95 anos e repete constantemente: "Juízo e alegria!", e eu lhe digo: "Mamãe, ou juízo ou alegria". Meu pai era um sonhador e ela equilibrou seu lado boêmio, impunha a disciplina mas com muito senso de humor, com isso: com juízo e alegria. Sete filhos!
LV - O que significou para o senhor pôr filhos no mundo?
Chico - É formidável. Quando a primeira nasceu eu tinha 24 anos, foi quase uma irresponsabilidade. Mas as três são melhores que seu pai, e creio que se cada um de nós pudesse dizer isso, se Bush o dissesse, por exemplo, em 30 anos teríamos um mundo melhor.
Eu sonhei com esse homem outro dia....rs....que olhos!!! Hoje estou feliz, nada é do jeito que eu queria que fosse...mas se estou viva vou viver...
Sempre que chego aqui, nunca sei o que escrever. Mas todos os dias tenho milhões de idéias, e sempre penso em escrever aqui, mas esqueço. Tenho tido muitas saudades dos meus amigos, e queria poder dormir melhor, o que tem sido muito cruel pra mim. Sinto falta de alguém ao meu lado, alguém com quem conversar, em quem confiar...não é crise do dia dos namorados, não. É crise de solidão mesmo. Por que não consigo me interessar por ninguém? Isso me dói de mais ás vezes, é hoje é um dia que está doendo. E só.
Legião Urbana - Andrea Doria
Às vezes parecia
Que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro
Mas percebo agora
Que o teu sorriso
Vem diferente
Quase parecendo te ferir
Não queria te ver assim
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada
Às vezes parecia
Que era só improvisar
E o mundo então seria um livro aberto
Até chegar o dia em que tentamos ter demais
Vendendo fácil o que não tinha preço
Eu sei, é tudo sem sentido
Quero ter alguém com quem conversar
Alguém que depois
Não use o que eu disse
Contra mim
Nada mais vai me ferir
É que já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
E com a minha própria lei
Tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como eu sei que tens também
Acho que estou enlouquecendoooo!!!!!! Não sei mais o que fazer, mas estou vivendo e acho que isso já é o bastante. Estou tentando aceitar essa vida, essas condições que não escolhi, mas que estão sendo impostas a mim. Ainda bem que me restam alguns poucos amigos que ainda cuidam e me querem bem. Obrigada Henrique! Ter me escutado e entendido o que eu sinto, fez muito bem pra mim. Obrigada por seus conselhos, carinho e amizade, e mesmo estando aí no Recife, você estará sempre aqui ao meu lado.
Agora, não me resta mais nada a não ser esperar aonde vou chegar por esse caminho, espero eu que finalmente as coisas possam se acalmarem, principalmente esse conglomerado de sentimentos que estão me deixando insaninha. Pelo menos agora, depois de chorar, consigo rir.
Vega - Setembro
by Vega
Setembro
Alvin l
Agora é setembro
E não adianta afogar as minhas mágoas depois que elas aprendem a
nadar
Agora é novembro
O sol me castiga, mas o calor vem de outro lugar
Refrão
Se você quisesse, se você tentasse
Se você procurasse, precisasse
Se você soubesse, se você insistisse
Eu estaria aqui
Agora é inverno
Ninguém desconfia do que existe por trás
De um sorriso perfeito
De novo é setembro
O tempo me faz companhia
Quando me deito
Refrão
Se você quisesse, se você tentasse
Se você procurasse, precisasse
Se você soubesse, se você insistisse
Eu estaria aqui
Nada me comove, nada me distrai
Eu não sinto nada, nada demais
Refrão
Se você quisesse, se você tentasse
Se você procurasse, precisasse
Se você soubesse, se você insistisse
Eu estaria aqui
Eu não aceito e nunca vou aceitar a vida como ela é.
As Time Goes By
You must remember this,
a kiss is just a kiss,'
A sigh is just a sigh,
The fundamental things apply,
as time goes by.
And when two lovers woo,
they still say "I love you,"
on that you can rely,
No matter what the future brings,
as time goes by.
Moonlight and love songs,
never out of date,
Hearts full of passion,
jealousy and hate,
Woman needs man, and man must have his mate,
there's no one can deny.
It's still the same old story,
a fight for love and glory,
A case of do or die,
The world will always welcome lovers,
as time goes by.
Estou mandando tudo a MERDA!!!! Do que adianta ser boazinha, bonitinha? Ah, antes que eu me esqueça vai se fu....!!! Só tomo na cabeça......vou fazer qualquer coisa, ganhar uma grana e se essa grana naum for suficiente pra ir pro Malecón, o Pará me serve. Mas quero estar longe, bem longe.....
Ana Carolina - Me Sento Na Rua
by Ana Carolina E Vanessa Da Mata
Me sento na rua em frente as horas Como a qualquer hora Assim mesmo eu sou Sou de qualquer jeito nem tudo eu respeito Pra onde for o vento eu vou Pano de mesa Pano de chao numa metrópole rasgada sou filho do nada costurada em meio-fio Desfilando pela calçada Todo num vão Cheios de vazio Divagando na estação Mas nem tão devagar Saí com tanta pressa Que larguei meu anjo da guarda por lá Acabou a pilha da rádio fm de tanto meu ouvido tocar perambulando na surdina eu queria te encontrar Tô cercada de vizinho e casa um sabe um lado meu todos tantos um só nenhum fui me compondo todos eu se você ainda quiser saber como eu sou Me encontrar pode me procurar
Naum sei muito bem o que escrever hoje, afinal, não há nada que eu não já escrevi aqui. Só que nesses dias tem doído ainda mais....
Chico Buarque - Pedaço de Mim
Ó pedaço de mim, ó metade afastada de mim Leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar Ó pedaço de mim, ó metade exilada de mim Leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco Que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais Ó pedaço de mim, ó metade arrancada de mim Leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu Ó pedaço de mim, ó metade amputada de mim Leva o que há de ti, que a saudade dói latejada É assim como uma fisgada no membro que já perdi Ó pedaço de mim, ó metade adorada de mim Lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo E eu não quero levar comigo a mortalha do amor, adeus.
Ainda que decepcionada me sinto aliviada, tudo tem seu tempo e espero que o meu chegue. Além disso muitas saudades de pessoas distântes, muitas idéias na cabeça e nada nas mãos. Hum...e a música na cabeça sempre....hoje é uma do Chicago, essa música me persegue....rs....
Chicago Soundtrack - Nowadays
It´s good,isn´t it?
Grand,isn´t it?
Great,isn´t it?
Swel,isn´t it?
Fun ,isn´t it?
Nowadays
There´s man...
everywhere...jazz
everywhere...booze
everywhere...life
everywhere...joy
You can like the life you´re living
You can live the life you like
You can even marry Harry
But mess around with Ike
And thát´s
good,isn´t it?
Grand,isn´t it?
Great,isn´t it?
Swel,isn´t it?
Fun ,isn´t it?
But nothing stays
You can like the life you´re living
You can live the life you like
You can even marry Harry
But mess around with Ike
And that´s
good,isn´t it?
Grand,isn´t it?
Great,isn´t it?
Swel,isn´t it?
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